CULTURA

Mês do Orgulho LGBTQIA+

Estudo inédito aponta discriminação, depressão e solidão entre pessoas da população LGBTQIA+ durante pandemia

Em março de 2020, o Brasil passou por uma experiência até então nunca sentida: enfrentar uma pandemia global que exigiu mudanças radicais nas esferas política, econômica e social. A saúde mental também foi agravada de forma coletiva, principalmente entre pessoas que já se sentiam sozinhas por conta de discriminações e abandonos familiares, como verificado na população LGBTQIA+ por meio de uma pesquisa que compõe o Inquérito Nacional de Saúde LGBTQI, divulgados em janeiro de 2021 pelas instituições brasileiras Faculdade de Medicina da UFMG e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De acordo com relatório, ‘36% das pessoas da comunidade LGBTQIA+ relataram ter sido vítimas de ao menos um episódio semanal de discriminação, boa parte ocorrida em serviços de saúde ou praticada por profissionais da área. No período da crise sanitária, que força as pessoas a restringir encontros presenciais, o percentual de gays, lésbicas, travestis e transexuais que disseram se sentir sempre sozinhos chegou a 18,9%. O consumo de álcool e de cigarro aumentou 17% e 6%, respectivamente, nessa comunidade, enquanto os relatos de depressão chegam a ser duas vezes mais frequentes que os do restante da população’. Foi observado também que pessoas transexuais e não binárias eram as mais vulneráveis.

Reprodução. Faculdade de Medicina da UFMG

Reprodução. Faculdade de Medicina da UFMG

O estudo foi realizado em 2020, sob a coordenação de Juliana Torres, professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG, durante o auge da pandemia. Cerca de 976 pessoas da população LGBTQI responderam a um questionário online, com informações sociodemográficas, de sexualidade, violência, discriminação e comportamentos em saúde com relação ou não a COVID 19. Os resultados obtidos ajudaram a identificar os fatores que impactam a comunidade, a fim de melhorar o atendimento dos serviços de saúde.

Saiba mais

Entrevista com Juliana Torres – site Edição do Brasil  

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