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Mitos da Neurociência: ‘neurobobagens’ no século XXI

Artigo de Bárbara Fontes*

“É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal…”

O genial Raul Seixas não mentiu quando escreveu o trecho da música acima – ‘Ouro de Tolo’ (1973) – onde afirmou que nós humanos usamos apenas dez por cento do cérebro. O cantor e compositor vivia e absorvia a loucura, a liberdade e as novas descobertas em diversas áreas do conhecimento que o início da década de 1970, do século XX, trazia à tona. Em 1971, a primeira imagem do cérebro foi divulgada. A neurociência ainda dava pequenos, porém, importantes passos no estudo do cérebro humano, e um mundo novo se abriu para a ciência – incluindo aí o surgimento dos mitos. Raul Seixas realmente acreditava, como muitos cientistas à época, de que em um universo de 100%, a capacidade máxima do uso do cérebro era de apenas 10%. E somente os gênios conseguiam chegar a esse limite. Ainda bem que a ciência evoluiu para derrubar esse mito, e confesso que eu só soube que não era fato depois da aula de Neuromarketing com as professoras doutoras Martha Gabriel e Eliane Coutinho, no curso Insider Marketing na Era Digital. Eu descobri a verdade, e acredito que há milhões de humanos em todo mundo que a desconhece. Informar é preciso, né? Então este artigo também serve para isso!

De acordo com Martha Gabriel em seu livro Marketing na Era Digital, a respeito do mito de que usamos apenas 10% do cérebro**- em relação aos estudos sobre memória e consciência -, observou que “a fisiologia do mapeamento cerebral sugere que todas as áreas do cérebro possuem função e que são todas usadas praticamente o tempo todo”. Caso contrário, a maioria dos cérebros humanos seriam atrofiados. A realidade é que há uma neuroplasticidade que nunca para de ocorrer. Durante toda a vida é possível aumentar a capacidade cerebral por meio de exercício físico, meditação, boa alimentação e horas de sono. Também há algumas substâncias artificiais ou naturais que estimulam os neurotransmissores. O cafezinho nosso de cada dia é um bom exemplo de estimulador natural que pode ajudar a despertar funções do cérebro, porém, nada de exageros.   

Ainda em relação à memória, ao contrário do que muita gente pensa, ela não envelhece ou morre com o passar da idade. O que acontece é que pessoas podem esquecer os caminhos de atividades que acessam a memória. Tudo o que aprendemos está guardado e ainda há espaço suficiente para aprender mais e mais. A idade não deve ser um obstáculo para novas aprendizagens. Todos os dias podemos exercitar nosso cérebro – que por sinal adora um desafio! Que tal praticar escrita com a mão que você não costuma usar para escrever? Jogos de tabuleiros também são bons exemplos de exercícios. Confira uma matéria publicada no site BBF Brasil*** sobre os benefícios do xadrez para o cérebro. Além de obter novas informações, a leitura da reportagem pode servir como exercício cerebral. Na neurociência, aprender e apreender sempre será um campo cheio de aventuras. Use o seu cérebro!


Saiba mais

*Bárbara Fontes é criadora do site BBF Brasil e escreveu o artigo Mitos da Neurociência: ‘neurobobagens’ no século XXI, para o curso Insider Marketing na Era Digital, ministrado pelos escritores Martha Gabriel e Rafael Kiso, especialistas em Marketing em Ambiente Digital.

**GABRIEL, M.C.C. Marketing na Era Digital. São Paulo: Atlas, 2020. P.107.

***Site BBF Brasil: seção Mundo Geek ‘O Rei do Jogo’. Reportagem: Bárbara Fontes. Brasil, 2020.

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